quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Trauma para superar no Dragão

Após a frustração de uma campanha desastrosa na fase de grupos da Liga dos Campeões, o FC Porto concentra já todas as baterias na Liga Europa, competição da qual guarda as melhores recordações, já que, lembre-se, os dragões conquistaram o troféu em 2010/2011, então sob o comando técnico de André Villas Boas.

A performance caseira dos dragões na prova mais mediática da UEFA deixou esta época muito a desejar e as derrotas com o Atlético de Madrid e Zenit, além do empate com o Áustria Viena, deitaram por terra as aspirações da equipa nortenha de avançar para os quartos de final.

Um duro revés nas aspirações do clube, e sobretudo da SAD, que assim se viu privada de receitas provenientes de eventuais triunfos na fase embrionária e também do bónus que daria a possível passagem aos oitavos de final da competição.

O fracasso dos dragões na Champions impõe, agora, uma prestação superior na Liga Europa, mas não se pense que os portistas vão encontrar facilidades perante o Eintracht Frankfurt. Os responsáveis pelo FC Porto têm perfeita consciência dessa realidade e estão de sobreaviso na receção à turma germânica.

A campanha caseira dos azuis e brancos está marcada por uma enorme irregularidade. Apesar de algumas boas exibições, sobretudo na primeira parte do jogo com o Atlético e de outro período positivo com o Zenit - mesmo reduzidos a dez elementos logo aos seis minutos, após a expulsão de Herrera -, não há registo de qualquer vitória, o que contraria os comportamentos habituais do clube na Liga dos Campeões.

Perante quadro tão negativo, os jogadores do FC Porto tentam superar o trauma dos jogos no Dragão para a Champions. A competição é outra, o clube tem pergaminhos na mesma e quer chegar o mais longe possível. Repetir a final de Dublin é o sonho de todos os portistas, mas para isso a equipa necessita de ultrapassar os erros defensivos cometidos na Champions e ter uma outra atitude. Os dados estão lançados e um bom resultado em casa pode abrir as portas da próxima eliminatória. Não sofrer golos é crucial, mas Jackson, Varela, Quaresma e companhia também são obrigados a fazer a diferença...

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