domingo, 28 de setembro de 2014

Cerimónias assinalam 121.º aniversário do clube



O Estádio do Dragão é palco, este domingo, das cerimónias do 121.º aniversário do FC Porto, coincidentes com o primeiro ano de vida do museu do clube.

Foi, por isso, uma manhã pródiga em iniciativas no anfiteatro dos azuis e brancos, desde logo com o tradicional hastear da bandeira por Pinto da Costa.

Seguiu-se a cerimónia de entrega das Rosetas de diamante, aos sócios com 75 anos de filiação no clube.



















Árbitro turco na Ucrânia



A UEFA nomeou o árbitro turco Cuneyt Cakir para apitar o jogo entre FC Porto e Shakhtar Donetsk, terça-feira, no Arena Lviv, a contar para a segunda jornada do Grupo H da Liga dos Campeões. 

Cakir já dirigiu os azuis e brancos em duas ocasiões: esteve na derrota com o Manchester City (1-2), nos 16 avos de final da Liga Europa, em 2011/2012; e na vitória diante do Gotemburgo (2-1), na fase de grupos da Liga dos Campeões, em 1996/1997.

Quaresma não vai à Ucrânia


Ricardo Quaresma não integra a lista de convocados do FC Porto para o jogo com o Shakhtar Donetsk.

Substituído ao intervalo no clássico com o Sporting, o extremo ficou de fora das opções de Julen Lopetegui para a deslocação a Lviv, onde os azuis e brancos vão disputar o segundo compromisso na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Além de Quaresma, também Casemiro, lesionado, e Diego Reyes, por não estar inscrito, não seguem viagem com a comitiva liderada por Pinto da Costa.

Em sentido inverso, Ricardo, Maicon, Quintero e Ricardo Pereira estão de volta aos convocados.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Fabiano, Andrés Fernandez e Ricardo;

Defesas: Danilo, Martins Indi, Marcano, Maicon e Alex Sandro;

Médios: Rúben Neves, Evandro, Herrera, Óliver e Quintero;

Avançados: Brahimi, Tello, Adrien, Jackson Martínez, Aboubakar e Ricardo Pereira.

PINTO DA COSTA: ”QUERIA UMA MUDANÇA RADICAL”


Presidente do FC Porto demonstrou-se confiante em Lopetegui para levar a equipa ao sucesso

Pinto da Costa está contente e confiante com a opção que tomou para liderar os destinos do futebol do clube e declarou que Lopetegui “era o treinador que queria”. No dia que antecede as comemorações do 121.º aniversário do clube, o presidente do FC Porto falou em exclusivo ao Porto Canal e disse também que o Museu FC Porto by BMG “ultrapassou as expectativas”, enquanto passou em revista outros assuntos do futebol português.

Na véspera do 121.º aniversário do clube, Pinto da Costa reafirmou que Lopetegui foi a única opção para treinador desta época: “Fui buscar Lopetegui para haver uma mudança radical. Nos últimos anos tivemos treinadores que, em termos de postura, não transmitiam, nem aos sócios nem para dentro do campo, uma empatia. O Vítor Pereira e o Paulo Fonseca, por razões diferentes, são bons exemplos. Pus na minha cabeça que tinha de haver uma mudança radical e percebi isso quando entendi que havia jogadores com as botas aqui e a cabeça e o coração noutros lados. Estudei muitos perfis, pedi muitas opiniões, ouvi muita gente sobre Lopetegui e cheguei à conclusão que era o treinador que queria. E, claro, quem não estivesse aqui com a cabeça e não desse tudo pelo FC Porto, não servia para mim – aqueles que entendi que não tinham força e querer, preferi deixá-los sair para criar um grupo com mística e entusiasmo”.

Referindo que o técnico espanhol, “infelizmente”, não teve todos os jogadores que queria, Pinto da Costa refutou artigos de jornais sensacionalistas e explicou como se formou o plantel: “Na semana em que aceitou o nosso convite, viu os jogos todos e falámos sobre o plantel. Disse-me os jogadores que entendia imprescidiveis, os que podiam ou não ficar e os que não queria. Defini o perfil que queria – para dar tudo pelo clube em campo”.

Emprestados ou não: “O Óliver está emprestado um ano e temos o Tello, emprestado dois com direito de opção. Todos eles, sem excepção, estão a dar 100%. Se não ganham não é por não querer e por não darem todo, a mentalidade é completamente diferente. Quando se formam as grandes equipas, temos grandes objectivos: campeonato e ir o mais longe possível ou vencer uma prova europeia. O nosso objectivo é o próximo jogo. Depois, no final, é que se vê onde estamos”.

Refutando um eventual “caso Quaresma”, o presidente do FC Porto desvalorizou a vantagem que os adversários têm na Liga, mesmo referindo que “é sempre melhor estar à frente”: “A história do campeonato é igual à do ano passado, só que este ano começou mais cedo. No ano passado vencemos quatro jogos seguidos, neste foram três; no ano passado, empatámos no Estoril com um penálti assinalado por uma falta fora da área e com um golo em fora-de-jogo; este ano, foi uma jornada mais cedo, com o Paulo Baptista e os seus auxiliares, em Guimarães, que não assinalaram um penalti nos anularam mal um golo. Até nisso é parecido: no ano passado, o árbitro foi Rui Silva, que foi despromovido no final da época; neste ano, foi o Paulo Baptista, que desceu de divisão e foi repescado. Num V. Guimarães-FC Porto, duas equipas que lutavam, na altura, pelo primeiro lugar, foi nomeado um arbitro que desceu de divisão, em vez de um árbitro internacional ou pré-internacional”.

Segundo Pinto da Costa, estes são “factores que depois são esquecidos, que depois não vêm nas parangonas dos jornais”. Já quanto ao empate com Boavista e Sporting, o presidente não se alongou tanto: “O jogo com o Boavista foi anormal, desde o temporal que atrasou o jogo à falta de sorte e a não conseguirmos aproveitar as oportunidades. São coisas que acontecem e nós lamentámos. Em Alvalade, vi uma grande tristeza de nossa parte e uma grande euforia da outra parte. Isso tem de ser reconhecido como superioridade do FC Porto. O facto é que queremos que este filme, mesmo tendo o mesmo início, tenha um final diferente”.

Realçando que tem aceitar que o empate entre Sporting e FC Porto, de sábado, foi “justo”, Pinto da Costa realçou três coisas sobre a visita a Lisboa: “A maneira cordial como fui recebido nos corredores presidenciais; o excepcional apoio da nossa claque, dos nossos adeptos, que foram fantásticos e foi pena que naquele último minuto não pudéssemos fazer golo, ou o penalti que o árbitro não assinalou, porque eles mereciam. E, por fim, foi um empate, mas o guarda-redes do Sporting fez grandes defesas; há jornais que dizem que o Sporting esmagou o FC Porto, mas não me lembro de o Fabiano ser obrigado a grandes intervenções”.

“Fim dos fundos interessa aos clubes ricos”
Afirmando a sua satisfação por o FC Porto ir receber uma verba atribuída pela UEFA por cumprir o “fair play” financeiro, Pinto da Costa falou de interesses na proposta da FIFA para terminar com a acção dos fundos no futebol: “Isso interessa aos clubes ricos, às ligas ricas e aos multimilionários que vieram investir para a Europa em clubes de futebol. O FC Porto já teve cá um indivíduo russo que queria comprar o clube. Nós já há muito que tínhamos visto isso, há muito que discutíamos e dos primeiros problemas que discuti com o dr. Fernando Gomes foi falar deste perigo, com as movimentações que havia. O Valência, de Espanha, foi vendido a um sujeito que também foi apresentado como possível comprador do FC Porto através do Jorge Mendes. Tomámos acções e medidas que pretendem salvaguardar que o FC Porto seja sempre dos sócios ou dos adeptos e - pode vir quem vier - vai ser sempre deles”.

O momento por que passa a Liga Portuguesa de Futebol Profissional também foi abordado por Pinto da Costa: “A Liga foi fundada como uma associação patronal dos clubes, para se defenderem de outros organismos. E foi nesse espírito que foram aprovados os estatutos, que veiculavam uma direcção de indivíduos escolhidos pelos clubes. Esses dez escolhidos nomeavam o presidente. No mandato do dr. Fernando Gomes ele conseguiu que os clubes aprovassem algo de surrealista: os clubes deixaram de ter assento na direcção, era eleito um presidente que escolhia 4 ou 5 executivos que podia nomeá-los e demiti-los sozinho. A partir do momento que é eleito este individuo, os clubes deixaram de poder ir às instalações fazer reuniões porque tinham cadeado nas portas. Ele afastou clubes, patrocinadores, tem uma Taça da Liga que não paga os prémios há muito tempo, mas tem poder para fazer o que quiser. Este sujeito também está lá apoiado por um dos três grandes – que não é por nós. O FC Porto só entra numa solução para a Liga com os clubes todos”.

Declarando-se feliz pela nomeação de Fernando Santos, antigo treinador do clube, como seleccionador nacional, o presidente revelou esperar, após sair do clube, poder “ainda viver uns 15 anos sem ser presidente do FC Porto”, Pinto da Costa revelou ter plena confiança na direcção a que preside: “Há mais do que um dirigente da Direcção que, se assumisse a presidência após a minha saída, ficaria tranquilo que as coisas rolariam tão bem ou melhor do que agora”.

“Museu superou as expectativas mais optimistas”

O Museu FC Porto by BMG, que celebra no domingo o primeiro ano, “superou as expectativas mais optimistas”: “Quando o começámos a idealizar, eu tinha uma ideia, o Antero Henrique tinha outra e ele apaixonou-se pelo projecto ainda antes de ser idealizado. Em conjunto concretizamos os nossos sonhos. Excedeu os nossos objectivos e as nossas expectativas, pois foi inaugurado a 28 de Setembro, abriu a 26 de outubro e, em 11 meses, só em bilhetes vendidos já ultrapassa os 120.000, o que acho que é notável. Delegações, estrangeiros, escolas, são convidados e não contam, contam apenas nos visitantes. Eu venho cá muitas vezes e descubro sempre mais qualquer coisa”.

Segundo o presidente, o projecto pretendia “mostrar aos sócios e aos adeptos do FC Porto o que é a história do FC Porto”, desde a sua fundação - “a 28 de Setembro de 1893, como demonstra um jornal da época” até “às grandes vitórias”: “A projecção internacional do clube é feita por projectos como o Dragon Force, que abriu recentemente uma escola em Bogotá, mas também pelo Museu. Não queria um armazém de taças, mas sim um museu e acredito até que há uma grande ligação da gente do Porto ao Museu. A cidade são as pessoas e os portuenses apaixonaram-se por esta obra e por este museu, visitado por muita gente e muitas vezes. Já é, naturalmente, parte do roteiro turístico”.

Pinto da Costa revelou ter ainda dois sonhos para o Museu: “Poder concretizar uma sala 4D, primeira no país e fazer uma coisa inédita que se chamará “A gruta do dragão”: um grande túnel, onde exporemos mais de 30mil trofeus do FC Porto. Só com esses troféus dava para fazer um museu como os outros têm. Está em sonho, em projecto, falta a parceria”.

sábado, 27 de setembro de 2014

Lopetegui: «Quaresma? As substituições resultaram muito bem»


Julen Lopetegui justificou a substituição de Ricardo Quaresma ao intervalo, no clássico de Alvalade com o Sporting, pela necessidade de alterar a equipa.

«Necessitava de fazer alterações e as que fizemos resultaram muito bem.»

O treinador espanhol também foi questionado se o empate vai obrigar a que fique mais atento à tabela. «Atento à classificação estou sempre. Mas preocupa-me a de abril e maio, não esta. Vamos ver como estaremos nessa altura.» 

FC PORTO Reencontro entre Pinto da Costa e Fernando Santos



Presidente do FC Porto e o novo selecionador nacional conversaram antes de o clássico começar
O jogo de Alvalade proporcionou o reencontro entre Pinto da Costa, presidente do FC Porto, e Fernando Santos, o novo selecionador nacional.

Antes de o jogo começar, ambos estiveram a conversar durante uns minutos junto à zona dos camarotes do Estádio José Alvalade.

Fernando Santos orientou o FC Porto entre 1998 e 2001.

Treino arranca uma hora depois do previsto


Agendado para as 11 horas, o treino deste sábado do plantel do FC Porto teve início apenas pelas 12 horas.

A chegada tardia de Lisboa terá motivado a decisão de Julen Lopetegui de retardar a primeira sessão de trabalho tendo em vista o jogo de terça-feira com o Shakhtar Donetsk, na Ucrânia, referente à segunda jornada do Grupo H da Liga dos Campeões.

Os 26 jogadores que pisaram o relvado do Olival foram divididos em dois grupos. De um lado, os nove que terminaram o clássico com o Sporting, do outro o restante grupo, incluindo Quaresma e Rúben Neves (substituídos ao intervalo em Alvalade).

Casemiro e Helton, ambos lesionados, ficaram entregues aos cuidados do departamento médico.

Os azuis e brancos retomam os trabalhos este domingo, de manhã, no Estádio do Dragão. Ao início da tarde, a comitiva segue viagem para a Ucrânia.